DERMATOLOGIA CLÍNICA, CIRÚRGICA E COSMIATRIA

Doenças

Alopecia

 

Os pelos humanos normais podem ser classificados de acordo com as fases cíclicas do seu crescimento: a fase anágena (ou de crescimento) que varia de 2 a 6 anos; a fase catágena (ou de repouso) que dura de 1 a 2 semanas e a fase telógena (que é a fase de transição do repouso para queda) com intervalo de tempo variável.

Ao analisarmos os fios capilares em um couro cabeludo normal encontraremos: 85 a 90% em anágeno, 1% em catágeno e de 10 a 15% em eflúvio.  Admitindo-se que o couro cabeludo tem em média 100.000 fios pode-se considerar normal a perda de até 100 fios por dia.

Alopecia, termo científico para queda de cabelo, pode ter diversas causas e tipos. Pode ser dividida em dois grandes grupos: as cicatriciais e as não cicatriciais.
As mais frequentes são as não cicatriciais, com destaque para o eflúvio telógeno,  alopecia androgenética (masculina e feminina) e a alopecia areata.

O eflúvio telógeno  seria a perda excessiva de fios, bem mais que os 100 fios diários, e tem diversas causas possíveis, tais como: cirurgias, parto, febre, doenças tireoidianas, carência de ferro, regimes rigorosos, estresse, tração excessiva e certos medicamentos.

O tratamento consiste na correção de possíveis fatores desencadeantes e medicamentos tópicos e/ou sistêmicos de acordo com cada caso.

A alopecia androgenética  é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos à  queda dos cabelos. A herança genética pode vir do lado paterno ou materno. O tratamento visa retardar, ou interromper, o processo de queda dos fios e, quanto mais cedo for iniciado, melhor será a resposta. Pode ser feito através de substâncias de uso local ou com medicamentos por via oral.

A indicação do tratamento mais apropriado vai depender de cada caso, pois o quadro clínico varia muito de paciente para paciente.

A alopecia areata é uma doença auto-imune caracterizada pela queda repentina dos pelos nas áreas afetadas, tais como: o couro cabeludo, a área da barba, supercílios, cílios ou qualquer outra região pilosa.  Entre as possíveis causas, está uma predisposição genética que seria estimulada por fatores desencadeantes, como o estresse emocional.

São vários os tratamentos utilizados na alopecia areata. As medicações utilizadas podem ser de uso local ou sistêmico e a duração do tratamento vai depender da resposta de cada paciente.